terça-feira, 15 de agosto de 2023

Deputados estaduais estão preocupados com operação em parque estadual de Guajará-Mirim

Deputados estaduais estão preocupados com operação em parque estadual de Guajará-Mirim

A notícia de que a desocupação do Parque Estadual de Guajará-Mirim, por meio da Operação Mapinguari realizada por órgãos como as Polícias Civil, Militar e Ambiental, Sedam (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental), Idaron (Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia), SEAS (Secretaria Estadual de Assistência Social) e DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Bombeiros, Exército, oficiais de justiça do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) e servidores da Secretaria de Assistência Social de Nova Mamoré e Guajará-Mirim desde a última segunda-feira (14), tem preocupado os deputados estaduais.



Diante disso, na reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realizada nesta terça-feira (15), os parlamentares fizeram cobranças em relação às famílias que estão ali há muitos anos.



“Estou extremamente preocupada com essa operação. Infelizmente, as pessoas se sujeitam a entrar em uma área para se alimentar, sobreviver. Quando esse tipo de ação acontece, comprova a ineficiência do Estado. Por isso, que nossa ponte binacional será importante, para gerar emprego e renda para a região”, destacou a deputada Dra. Taíssa (PSC).



O presidente da Comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB), ainda ressaltou que “a retirada das pessoas dessas áreas pela Sedam e o Governo é lamentável. Nós, da Assembleia devemos fazer um esforço por esses pais de família, que encontram uma oportunidade de ter um pedaço de chão. Muitas vezes são pessoas aliciadas com promessa de resolver depois. Temos que fazer um esforço para fazer a titulação ou regularização fundiária dessas áreas”.



E continuou: “Há casos da criação das reservas estaduais com famílias que moravam ali dentro há décadas. Ninguém aqui está defendendo o avanço do desmatamento ou da destruição da floresta. Queremos que essas famílias sejam respeitadas. Cada caso tem que ser analisado de forma individual. Não é só comando e controle, tem que fazer valer a lei, mas de forma justa para todos”.



O deputado Jean Oliveira (MDB), que é membro da comissão e 1º vice-presidente da Casa, ainda pontuou que “o avanço do agronegócio em Rondônia é essencial. Devemos fazer a compensação com unidades de conservação, mas feitas com responsabilidade e estudos técnicos. Querem nos empurrar uma cultura europeia, que aconteceu no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, mas não serve para a região Amazônica, que é uma mistura de vários povos do Brasil”.





O deputado Pedro Fernandes ainda complementou: “Por isso, a importância da nossa CPI das unidades de conservação. Precisamos saber como foram criadas, quais os critérios. Como relator, vamos analisar para criar mais segurança jurídica para todos. Não estamos querendo afrontar os órgãos de comando e controle, somente ajudar. Nosso relatório vai apontar o que está certo e errado, além de apoiar os órgãos competentes a tomarem providências”.



Ações



O presidente da comissão ainda expôs as reuniões que foram feitas sobre o projeto GeoRondônia, nos municípios de Machadinho do Oeste e Cujubim. São atividades feitas em parceria com o Instituto Federal de Rondônia para regularizar as áreas da região.



“Quero agradecer muito o deputado federal Lúcio Mosquini , que destinou recursos para essa iniciativa. É uma grande oportunidade, por meio do georreferenciamento, que vai possibilitar a regularização fundiária, a recuperação do meio ambiente e dar mais segurança jurídica para as famílias que vivem ali há tanto tempo”, afirmou Pedro Fernandes.



No final da reunião foi aprovado um requerimento para a Sedam para cobrar informações sobre o resultado da Operação Mapinguari, quanto foi gasto pelos agentes públicos e qual a assistência dada às famílias retiradas das áreas.



“Precisamos fazer o acompanhamento bem de perto dessa operação. Não queremos que essas famílias passem dificuldades ou até fome, por perderem tudo o que construíram durante uma vida inteira”, observou Pedro Fernandes.



Texto: Felipe Corona I Secom ALE/RO
Fotos: Evaristo Vavá I Assessoria parlamentar

Fonte: Assembleia Legislativa de RO


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Fotógrafo diz ter visto tropas perto do Palácio do Planalto invadido

Fotógrafo diz ter visto tropas perto do Palácio do Planalto invadido

Convocado a depor à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro na condição de testemunha, o fotojornalista da agência Reuters, Adriano Machado, disse, hoje (15), que ao chegar à Esplanada dos Ministérios para registrar a invasão dos edifícios-sede dos Três Poderes, passou por um grupo de agentes da Força Nacional de Segurança Pública concentrado no estacionamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.



“Vários colegas estavam cobrindo as manifestações. Por volta de 14h40, um deles me ligou e informou que as pessoas tinham rompido o bloqueio próximo ao Congresso Nacional. Por volta das 15h15, estacionei meu carro no estacionamento do anexo do Ministério da Justiça”, contou Machado aos membros da CPMI.



“Quando passei pelo estacionamento , vi que tinha uma força de segurança próxima ao ”, acrescentou o fotojornalista, alegando não ter certeza de ter fotografado os policiais.



Em meio a uma sessão sem mais novidades, com parlamentares se alongando nas perguntas muito além do tempo gasto pelo depoente para responder eventuais dúvidas dos membros da comissão, o comentário sobre a presença de um efetivo policial especializado parado próximo ao Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) despertou o interesse dos parlamentares da oposição ao atual governo federal.



“De tudo o que ele disse hoje, dois pontos merecem destaque. O primeiro é que a Força Nacional de Segurança Pública estava no estacionamento do Ministério da Justiça, ao que tudo indica sem agir. Parados”, avaliou o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), destacando, ainda, a aparente facilidade com que os vândalos e golpistas invadiram os prédios públicos, destruindo o patrimônio público.



“E o depoente também disse que, no dia 8, a imprensa monitorava o que podia acontecer desde a manhã. Ou seja, todos sabiam o que podia acontecer, menos o coronel Klepter Rosa, que estava no comando e deixou os policiais militares em casa”, acrescentou Barros.



O senador Espiridião Amin (PP-SC) avaliou que o depoimento de Machado reforça a tese de que os responsáveis pela segurança pública foram omissos. “O senhor nos ajuda a demonstrar a grande, a escandalosa omissão de quem é pago para gerir a segurança na Esplanada dos Ministérios e reduziu a segurança , apesar dos inúmeros avisos”, comentou Amin. “Nenhuma fotografia sua, nenhuma das fotos já vistas, mostra alguém confrontando, prendendo um visitante ou invasor no Palácio do Planalto, mas o senhor diz ter visto um efetivo . Dizem que eram 250 homens. É a notícia que se tem. Que a Força Nacional teria mobilizado 250 homens ali, no Ministério da Justiça.”



Consultado pela reportagem, o Ministério da Justiça ainda não se manifestou nem sobre a declaração de Machado, nem sobre os comentários de parlamentares da oposição.



Ainda durante seu depoimento, o fotojornalista afirmou que não conhecia nenhuma das pessoas que fotografou no interior do Palácio do Planalto. Machado contou que, quando chegou à Esplanada, um grupo de pessoas já tinha entrado no edifício sede do Poder Executivo. Apesar do clima “bastante agressivo” e de ter sido intimidado várias vezes, Machado decidiu entrar no palácio para fotografar o que acontecia do lado de dentro.



“Identifiquei uma situação muito relevante para eu fotografar, pois era algo que eu nunca tinha visto em mais de 20 anos cobrindo a Esplanada dos Ministérios”, afirmou o fotojornalista.



“O clima era hostil e instável. Ao perceberem minha presença, me cercaram e questionaram o que eu estava fazendo ali. Identifiquei-me expliquei que sou fotojornalista. Naquele momento, me esquivei e só pensava em sair dali. Estava nervoso, tenso, por ter sido tão duramente repreendido. Não conhecia nenhuma daquelas pessoas. Até hoje eu não saberia dizer seus nomes e quem são. Quando eu estava próximo à porta de saída, um deles me abordou e exigiu que eu deletasse as fotos daquele acontecimento. Após confirmar que eu tinha cumprido a exigência, uma das pessoas me cumprimentou, como pode ser visto nas imagens que circularam na imprensa. Naquele momento, eu não tinha como deixar de retribuir o cumprimento. Até por temer pela minha segurança”, detalhou Machado, assegurando que, no vídeo em que aparece conversando com um dos invasores, ele está deletando “três ou quatro fotos” para se desembaraçar do interlocutor.

Fonte: EBC GERAL


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domingo, 1 de julho de 2018

Pré-candidatos estão proibidos de apresentar programas de rádio e TV

A data está prevista no calendário eleitoral aprovado pelo TSE A partir d hoje (30), as emissoras de rádio e televisão não poderão transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos às eleições gerais deste ano. A data está prevista no calendário eleitoral, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a Lei nº 9.504/1997, Artigo 45, Parágrafo 1º, a partir desta data, é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa à emissora e de cancelamento do registro da candidatura. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 7 de outubro e o segundo turno, para 28 de outubro. Os eleitores vão às urnas para escolher presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais/distritais.